Ecoeficiência - Produtos Ecológicos em Alta
A difusão dos produtos e serviços ecológicos junto ao mercado consumidor é um dos grandes desafios para os pesquisadores, as empresas e profissionais realmente comprometidos com a sustentabilidade, na sua concepção mais ampla. Com base neste pensamento, a equipe do Portal Ambiental-e desenvolveu um programa de pesquisa continuada buscando identificar as iniciativas de transferência tecnológica e de melhoria contínua ambiental nas áreas de Ecoeficiência , Produção Mais Limpa , Ecodesign e Ciclo de Vida do Produto voltado para as empresas e empreendedores interessados em darem visibilidade aos seus produtos ecologicamente corretos.
A primeira fase do programa já está sendo desenvolvida através do fechamento de parcerias estratégicas com organizações nacionais e internacionais que trabalham com esta proposta. Todos os passos desta iniciativa podem ser acompanhados pelo Portal Ambiental-e.
Nosso desafio é motivar as empresas a adotarem o programa "Produtos Ecológicos" . Trata-se de um programa sistematizado voltado à melhoria contínua e valorização dos processos tecnológicos limpos. O apelo de produtos ecológicos já é largamente adotado nos mercados europeu (principalmente na Alemanha) e na Oceania (Austrália e Nova Zelândia). O programa defende a tese que um dos mercados de maior potencial neste século é o de produtos ecológicos voltados ao consumidor final.
Os referenciais do sistema levam em consideração a melhoria contínua de cada empresa no setor ambiental. Este programa é um aliado da propagação da consciência eco-ambiental à medida que o produto ecológico estabelece vínculo de fidelização entre o produtor e o consumidor. O Portal Ambiental-e já está se qualificando como a entidade responsável em verificar os processos e documentar a evolução e o status dos produtos como ecologicamente correto, emitindo o relatório "Produto Ecológico", que considera, por exemplo, os critérios indicados na Agenda 21 para aceitação de tecnologias ambientalmente saudáveis - menos poluentes, as que usam todos os recursos de forma mais sustentável, reciclam mais seus produtos e tratam os dejetos de uma maneira mais aceitável.
O programa também considera o uso de matérias-primas naturais renováveis, obtidas de maneira sustentável e o reaproveitamento e reciclagem de matérias-primas por processos tecnológicos limpos. A avaliação dos processos produtivos limpos e apropriados, com uso de matérias-primas naturais renováveis ou não renováveis (mas reaproveitáveis), também é observado visando o baixo consumo energético.
Com base nestas observações, o programa visa avaliar o ciclo de vida do produto , expandindo a área de ação com fornecedores e consumidores, considerando todos os elos da cadeia produtiva. As empresas que adotarem a este programa passam a interagir com instituições de reconhecimento nacional e internacional.
Para efeito mercadológico, são estabelecidas algumas classificações:
- Alternativos (ALT) ;
- Biodegradável (BDG) ;
- Certificados (ISO) ;
- Comodities Ambientais (CMA) ;
- Sem crueldade (SCR) ;
- Não tóxico (NTX) ;
- Orgânicos (ORG) ;
- Reciclável/Re-usável (RCV) ;
- Reciclado (RCD) ;
- Totalmente Natural (NAT) ;
- e Treinamento em Sustentabilidade Ambiental (TSA) .
Estas classificações visam estabelecer links com o mercado consumidor. O projeto tem como meta envolver forças governamentais em busca de incentivos fiscais, algo semelhante à Lei Roanet para a cultura. Uma das possibilidades de sucesso desta iniciativa se dará quando for estendido benefício tributário aos produtos que tiverem o seu ciclo de vida planejado, incluindo a fase pós-consumo e reciclagem, com a transformação de um novo artigo.
* Ricardo Justi Rodrigues
Coordenador do Portal Ambiental-e
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